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Imposto de Renda 2027 terá isenção para salários de até R$5 mil

A nova lei sancionada pelo presidente Lula ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês. A isenção entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, conforme estabelece a Lei nº 15.270/2025, sancionada em novembro de 2025. A mudança é considerada uma das mais relevantes da política tributária recente e deve beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros. Além de eliminar o imposto para quem está dentro desse limite, a legislação também prevê descontos para rendas de até R$ 7.350, reduzindo o valor devido para quem ganha um pouco acima da faixa isenta.

A ampliação da faixa de isenção

Com a atualização, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais deixam de pagar o Imposto de Renda, considerando os fatos geradores ocorridos a partir de janeiro de 2026 (ano-base 2026). Já aqueles que ganham entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 passam a contar com uma redução gradual do imposto, até que a alíquota cheia de 27,5% volte a ser aplicada apenas para rendimentos superiores a R$ 7.350 mensais. A medida dá continuidade aos reajustes realizados pelo governo em 2023 e 2024 e, somada a eles, deve garantir, até 2026, a isenção completa para cerca de 20 milhões de brasileiros e a redução do imposto para outros 5 milhões.

Impacto para os contribuintes

A ampliação da isenção contribui para aumentar a renda disponível, estimulando o consumo e a formalização do trabalho. Ao corrigir a tabela após anos de defasagem, o sistema torna-se mais simples e mais alinhado à capacidade financeira de cada contribuinte. O impacto prático será percebido na declaração do Imposto de Renda de 2027, referente ao ano-calendário de 2026. Isso significa que quem ganha menos passa a ter um alívio imediato no bolso, enquanto o peso da tributação se distribui de forma mais equilibrada entre diferentes faixas de renda.

Compensação fiscal para manter o equilíbrio das contas públicas

Para evitar perda de arrecadação e preservar o equilíbrio fiscal, a nova lei estabelece uma tributação adicional para contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil. A cobrança é gradual e pode chegar a até 10%. A previsão é de que aproximadamente 140 mil contribuintes de alta renda sejam alcançados pelas novas regras. Vale destacar que alguns tipos de rendimentos ficam fora desse cálculo, como ganhos de capital, heranças, doações, poupança, rendimentos isentos, aposentadorias por doença grave e indenizações. Caso o valor final ultrapasse os limites estabelecidos pela legislação, haverá restituição no ajuste anual.

O que muda para pessoas físicas e empresas

Para quem está na faixa de isenção, a principal mudança é deixar de pagar o IR já na próxima declaração. Já Para quem está na faixa de isenção, a principal mudança é deixar de pagar o IR sobre rendimentos a partir de 2026. Já quem ganha até R$ 7.350 verá uma redução direta no imposto devido, conforme a aplicação da nova tabela progressiva. Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos podem ter um benefício adicional, pois já contam com uma faixa de isenção própria, o que pode resultar, na prática, em rendimentos isentos ainda mais elevados. Empresas também precisam se atentar às alterações, pois a nova tabela impacta cálculos de folha, retenções e sistemas internos. Manter a contabilidade atualizada é essencial para evitar inconsistências e garantir que as regras sejam aplicadas corretamente.

Por que essa atualização é importante?

A nova lei torna o sistema do Imposto de Renda mais progressivo e justo. Trabalhadores de menor renda ganham mais poder de compra, enquanto contribuintes com rendimentos muito elevados passam a contribuir de maneira mais adequada à sua capacidade financeira. O resultado é um modelo tributário mais coerente, simples e alinhado às necessidades atuais da população.

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